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Montadoras cortam números inéditos de modelos

Com o cenário econômico e político do país está cada vez mais instável, o mercado de carros novos está passando por grande modificações, uma por conta das exigências da Inovar-Auto, programa do governo federal que estabelece medidas de emissão de poluentes em troca de vantagens tributárias, e outra por parte dos consumidores que estão cada vez mais exigentes.

Focando nesses dois quesitos, as montadoras estão enxugando seus portfólios de modelos, a fim de cortar carros com motores tecnologicamente defasados, por motores mais modernos, com mais economia e menos poluentes. Um grande exemplo disso é o Hyndai HB20 e o Toyota Etios.

As montadoras estão eliminando ou trocando modelos defasados e, consequentemente, diminuindo a quantidade de modelos para oferecer mais variedade por menos modelos. Esse processo já está sendo observado desde 2015, motores de maior cilindrada e com mais números de cilindros estão sendo substituídos por outros menores, como no caso de 1.0 de três cilindros usados nos modelos compactos e dos 1.6 e 2.0 usados nos modelos maiores ou oferecidos como opção para versões top de linha. Alguns exemplos de marcas são: Fiat, Volkswagen, Peugeot e Renaut.

Os modelos cortados

O corte atingiu um número inédito de produtos, alguns deles populares entre os consumidores, como o Chevrolet Classic e outros icônicos para a marca, como o Renault Clio. O grande corte funcionou mais na Fiat, que eliminou diversos modelos da sua linha.

De todos os que deixam de ser vendidos, o Classic foi o mais bem sucedido. Depois de chegar ao mercado há 21 anos atrás como Corsa Sedan, o modelo da GM foi rebatizado e agora substituído pelo Prisma Joy.

Bom de venda por muitos anos, o Classic fechou 2016 como o 32º modelo 0km mais vendido no país. Já entre os usados, o modelo foi o 9º colocado na lista dos dez modelos seminovos e usados que mais trocaram de mão no ano passado.

Já o Renault Clio, segundo modelo produzido pela montadora francesa no Brasil, desde 2007 era importado da Argentina e foi o 34º 0km mais vendido no ano passado. No ranking de seminovos e usados, o modelo foi só o 28º colocado em 2016. Será substituído pelo Kwid, que começará a ser produzido em São José dos Pinhais, no Paraná.

Pelo lado da Fiat, saem do portfólio o Idea, Linea, o Bravo e possivelmente a Dobló Cargo. Desses, o único modelo que tem substituto à vista a curto prazo, ou seja, ainda este ano, é o Linea, cujo lugar deve ser ocupado por uma versão do Fiat Aegea, modelo fabricado na Turquia.

Isso será bom para sua empresa

O que significam essas mudanças para o seu negócio? De um modo resumido, podemos dizer que o mercado automotivo está mudando já que está evoluindo e se atualizando e que essas mudanças são um reflexo saudável disso.

Elas significam que as montadoras estão em sintonia com as reações dos consumidores, com os movimentos da concorrência e com o que está acontecendo em suas concessionárias autorizadas.

Isso também deveria acontecer na sua empresa, o que não estiver vendendo, o que estiver absorvendo investimento em publicidade sem dar o retorno adequado em vendas, o que estiver obsoleto e sendo superado pela concorrência e o que não estiver mais atendendo às expectativas e demandas dos consumidores, tem de ser tirado de linha, substituído ou simplesmente eliminado.

Trocando em miúdos, o fato desses modelos deixarem de ser produzidos ou importados é positivo. Como todos sabemos, os consumidores gostam de novidades e o espaço deixado pelos modelos que saem de linha deve ser preenchido por novos modelos, que tendem a mexer positivamente com os consumidores e – ao menos em tese – vender mais que foram substitídos.

Ao mesmo tempo, vale lembrar que o fato desses modelos deixarem de ser vendidos como novos não significa que a extensa base de seminovos e usados em circulação deixe de trocar de mãos ou de existir. Ou seja, ainda é muito cedo para deixar de produzir ou distribuir acessórios para eles.

Fonte: Revista Automotivo

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