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Tecnologia: conheça cinco inovações que vêm por aí

Talvez em nenhuma outra época na história da indústria automotiva tantas mudanças estivessem no horizonte quanto agora. Não se trata somente de simples inovações para os veículos, mas também de tecnologias que poderão alterar significativamente como usamos os nossos veículos.

Algumas delas, embora mais próximas de mercados mais evoluídos, certamente ainda estão a anos-luz da nossa realidade. Ainda assim, mais cedo ou mais tarde acabarão chegando ao mercado brasileiro ou se refletindo nos veículos fabricados por aqui.

Ou não. É importante lembrar que acessórios automotivos disponíveis há décadas no Exterior ainda não foram incorporados aos veículos brasileiros e não existem sequer como opcionais para instalação nas lojas especializadas em acessórios.

É o caso, por exemplo, dos bancos com acionamento elétrico e memória, da memória integrada de preferências de ajustes dos diversos usuários de um veículo, do “trip control”, que permite determinar e manter a velocidade em um percurso, e muitos outros mais.

Alguns deles até existem em veículos de topo de linha, na sua maioria absoluta importados, mas não conseguem, por um motivo ou por outro, ser incorporados aos modelos menos sofisticados (e menos caros), nem fazer o caminho para as lojas de acessórios.

Sejam mudanças tecnológicas ou conceituais, algumas inovações parecem ter lugar garantido entre as que devemos experimentar nas próximas duas décadas. Conheça cinco das principais novidades que vêm por aí e seus possíveis impactos sobre o mercado de acessórios automotivos:

1 – Active Window Displays

Lembra dos HUDs (Head-Up Displays), os dispositivos derivados da tecnologia dos aviões de combate que projetam informações no vidro do para-brisas ou numa pequena tela de material transparente?

Logo eles serão superados pelos vidros de para-brisas ativos que incorporarão janelas ativas, os Active Window Displays (AWDs), capazes de exibir imagens vibrantes, muito próximas das de um monitor multimídia ou da tela de um bom smartphone.

Isso permitirá agregar câmeras de visão noturna e câmeras com teleobjetivas que poderão exibir só a chapa do carro da frente ou uma imagem em zoom de um ponto relevante para o percurso traçado no GPS do veículo, por exemplo.

Embora isso provavelmente não seja um dos propósitos imaginados para os Active Window Displays, certamente logo irão aparecer empresas de acessórios que irão usá-los para exibir imagens dos sistemas de entretenimento do veículo ou até dos smartphones ou tablets dos ocupantes.

Previsto para lançamento comercial nos próximos cinco anos, o próximo passo dos AWDs será deixar o vidro do para-brisas e migrar para os vidros das portas. Num terceiro estágio, quando a tecnologia dos vidros ativos estiver mais avançada e com custos mais acessíveis, os vidros dos veículos poderão ser displays em toda a sua extensão, o que certamente será uma opção interessante para quando os veículos sem motorista se tornarem uma opção de uso em massa.

2 – Acesso Veicular Biométrico

Depois das chaves-canivete com acionadores remotos de travas incorporados, dos transponders e dos teclados alfanuméricos nas portas, nos próximos anos veremos chegar ao mercado sistemas de acesso ao veículo e de ignição baseados em reconhecimento de impressões digitais.

Mais adiante, deve ser a vez dos scanners de retina. As portas devem perder as fechaduras e os amigos do alheio vão ser obrigados a se sofisticar para continuar roubando. Será que isso vai acabar com o mercado de controles remotos e alarmes?

Dificilmente! A exemplo do que já aconteceu em outros casos, sem dúvida esse tipo de tecnologia só estará disponível, nos primeiros anos, nos modelos topo de linha e criarão uma grande demanda por acessórios aftermaket que permitam que os donos de veículos usados e de modelos 0 km que não venham equipados com esse tipo de acessório possam usufruir de sistemas semelhantes.

3 – Monitoramento Ativo de Saúde

Hoje os veículos mais modernos já contam com um grande número de sensores que monitoram desde a pressão dos pneus à hora certa de fazer a manutenção preventiva ou a troca de óleo, passando pelo fechamento de portas e pelo uso do cinto de segurança, sem mencionar um grande número de parâmetros de funcionamento do motor, freios, etc.

Na próxima etapa tecnológica, os veículos também devem passar a monitorar a saúde de seus ocupantes, principalmente no caso do motorista, através do monitoramento de movimentos oculares ou de pálpebra, temperatura corporal, demora de reflexos, tom de voz, etc.

Com aplicativos inteligentes, teremos no mercado, nos próximos anos, veículos que poderão encostar e desligar caso o motorista esteja alcoolizado, sonolento demais, perdendo os sentidos ou mesmo tendo um ataque cardíaco.

Através da conexão às redes externas via smartphones ou de chips próprios do carro, em alguns desses casos o próprio veículo irá acionar uma ambulância e/ou transmitir para o hospital mais próximo o histórico médico e os dados vitais do motorista. Com a difusão dos dispositivos “vestíveis” (os “wearable devices”), será possível, por exemplo, detectar o batimento cardíaco, a temperatura e a pressão arterial do motorista.

Em função da sua complexidade e dos custos dos sensores, muito provavelmente essa novidade deverá ficar longe do mercado de acessórios. Nada impede, porém, que sejam criados e oferecidos sistemas mais simples.

Empresas de acessórios poderão explorar a presença desses sensores desenvolvendo – e vendendo – aplicativos que, por exemplo, mudem a música ambiente, a temperatura da cabine e até a luz interna em casos específicos como, por exemplo, quando for detectado que o motorista está sonolento ou com sinais de tristeza ou depressão.

Em função da sua complexidade e dos custos dos sensores, muito provavelmente essa novidade deverá ficar longe do mercado de acessórios. Nada impede, porém, que sejam criados e oferecidos sistemas mais simples.

Um parente distante já disponível é o bloqueador de ignição conectado a um bafômetro, dispositivo que obriga o motorista a passar pelo teste do bafômetro antes de ligar o veículo, impedindo que o motor do veículo seja ligado caso a leitura indique que o motorista está alcoolizado.

4 – Sistemas de Decisão Autônomos

Conhecidos como “Driver Override Systems”, esses sistemas permitem que o veículo dispare determinados comandos caso o motorista não obedeça a parâmetros determinados em algumas situações consideradas críticas.

Imagine que você está chegando perto demais do carro da frente numa rua ou estrada ou, então, que está chegando de pé embaixo a um cruzamento em que o semáforo está vermelho ou onde existe uma placa de “Pare”. Um carro com sistema de decisão autônomo irá acionar os freios e desconsiderar o sinal do pedal do acelerador nesses casos. Possivelmente, poderá até ignorar os comandos de direção.

O mesmo pode acontecer caso o motorista esteja em um regime de giros muito alto enquanto usa uma marcha baixa ou quando está muito acelerado e os sensores instalados no carro sinalizam que há uma curva fechada à frente, o piso está com baixa aderência ou que um dos pneus está furado, por exemplo.

Em resumo, a fábrica irá carregar o veículo com uma série de parâmetros e informações e os sistemas de decisão autônomos “tomarão o poder” do motorista caso ele não reaja adequadamente. Nesses casos, o carro irá desconsiderar os comandos do motorista e tomar as decisões necessárias em frações de segundos, minimizando a possibilidade de um acidente.

Mais uma vez, esse é um tipo de inovação que deverá ficar longe do mercado de acessórios em função da sua complexidade e do alto custo dos sensores.

5 – Rastreamento Veicular Abrangente

Lembra da ideia de implantar um chip de identificação em cada veículo? A idéia pode ter perdido gás no Brasil, mas continua viva no Exterior e avançando cada vez mais. Agora, a ideia vai muito além de ter um número de identificação único para o veículo (chamado de VIN nos Estados Unidos).

Também supera o conceito de que o chip seja rastreado para poder cobrar o pedágio conforme o trecho percorrido ou identificar o veículo que passou pelo semáforo quando ele estava vermelho, avançou sobre a faixa de travessia de pedestres, circulou por uma zona de exclusão ou ainda desrespeitou o seu dia de rodízio.

No Exterior, governos e seguradoras já discutem taxas para veículos que variem conforme a quilometragem média percorrida pelo motorista. Nos Estados Unidos, as companhias de seguros pretendem oferecer apólices com valores reduzidos para proprietários que aceitarem o rastreamento abrangente de seus veículos.

A oferta de implantação de chips, agregada à oferta de seguro e rastreamento de segurança, já existe com foco bem mais restrito e pode ser uma fonte de receita adicional para os varejistas de som e acessórios automotivos, além de uma excelente oportunidade para levar o cliente à loja para fazer a instalação e oferecer produtos para equipar o seu carro, SUV ou pick-up.

 

Fonte: http://revistaautomotivo.com.br/auto/tecnologia-conheca-5-inovacoes-que-vem-por-ai/

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